












Neste dias existe-se. As pessoas são destrutivas. Dentro destas paredes as coisas são bonitas, não quero sair daqui. Vão se perdendo bocados de mim, não restam quase nenhuns. Foram arrancados...um por um....Em ninguém confio, a ninguém me dou a conhecer, com ninguém partilho e em ninguém vivo. Sou sólido que marca presença, sou manequim de loja....sou tudo e não sou nada e de não saber o que sou ou o que faço tenho eu certeza. Tempos foram em que as forças permitiam jogos, tempos são em que o cansaço leva a melhor. E o que me interessa se o mundo é povoado? Nessa povoação me perdi sem identidade. Dias tristes e solitários na minha interioridade mas não quero companhia. Doce solidão em que só o meu respirar me pode deixar mal...sem nada esperar, sem nada querer...limitando-me somente a existir.
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