segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015



A RONDA DOS CRETINOS

1 - O governo polaco organizou em 27 de Janeiro a comemoração da libertação de Auschwitz sem convidar Poutine. A justificação do ministro dos negócios estrangeiros polaco foi a libertação de Auschwitz ter sido efectuada por tropas ucranianas.
Auschwitz foi libertada pela 332ª divisão de infantaria do exército vermelho que não tinha qualquer base étnica, limitando-se a pertencer a um grupo de exércitos que  actuou na região da Ucrânia sob uma direcção estratégica definida e designada por 1ª Frente da Ucrânia.
Parece que os actuais dirigentes polacos não diferem, em matéria de estupidez, dos seus antecessores de 1939, quando, a 15 dias do inicio da 2ª Gerra Mundial, Lukasievcz - embaixador da Polonia em França - declarava "ser a Polonia quem iria invadir a Alemanha desde o inico das hostilidades" ou, Lipsky - embaixador na Alemanha - garantia " que uma guerra provocaria uma revolução na Alemanha e  o exército polaco entraria triunfalmente em Berlim".
Há no entanto uma diferença importante: os dirigentes de 1939 eram estúpidos independentes enquanto os actuais são estúpidos por conta.
2 - O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, personagem de reconhecida idoneidade por, enquanto primeiro ministro do Luxemburgo, ter dado cobertura ao registo ilegal de dados pessoais de centenas de milhar de cidadãos por motivos politicos e também pela sua pureza de alma ao desconhecer totalmente a transformação do seu país em bordel financeiro, declarou em entrevista ao Figaro que "não pode existir escolha democrática contra os tratados europeus". É óbvio que continua labrego  e desconhece o nº1 do artº 50º do Tratado da União Europeia, o qual dispõe que "Todo o Estado Membro pode decidir, de acordo com as suas disposições constitucionais, retirar-se da União"
3 - O ministro das finanças alemão, Wolfgang Schaub possui um trajecto semelhante ao de Passos Coelho - entrou para a juventude do CDU em 1961 e desde então nunca trabalhou fora do aparelho do partido. Em 1999 negou  perante o parlamento ter aceitado dinheiro do empresário Karlheinz Schreiber admitindo posteriormente a recepção de 100.000 marcos para o CDU.
Esta figura, merecedora de todo o respeito e detentora de uma memória bastante deteriorada, declarou ferozmente do alto da sua cadeira de rodas (resultado de uma tentativa de assassinio falhada em 1990) que nada mais tinha que ser perdoado à Grécia.
Na Conferencia de Paris em 1946 a Alemanha foi condenada a pagar à Grécia 7,1 mil milhões de dolares a titulo de reparações de guerra. Em valores actuais, e de acordo com calculos realizados pelo jornal económico "Les Echos", a Alemanha deverá à Grécia, como valor global das reparações de guerra, 575 mil milhões de Euros (1,6 vezes a divida grega). A Grecia tem, ao longo dos anos, tentado sem exito cobrar essa divida.
Após a 1ª Guerra Mundial foram impostas à Alemanha reparações de guerra no valor de 226.000 milhões de marcos/ouro. Em consequência da crise de1929 foi-lhe concedida uma moratória. Na conferência de Lausane em 1932 foi proposto um acordo sobre aquelas reparações que o Congresso dos EUA não aprovou, pelo que a Alemanha decidiu unilateralmente não as pagar.
Posteriormente à 2ª Guerra Mundial, na conferência de Londres de 1953, foram perdoados à Alemanha 62% da divida  externa existente e dados 47 anos para pagar o resto, o que na realidade nunca aconteceu.
Apesar de ter desencadeado 2 guerras mundiais, reduzido praticamente a Europa a escombros e ter passado, em 1930, por uma bancarrota que faz parecer a situação da Grécia um jogo a feijões, a Alemanha nunca pagou qualquer divida e tem portanto toda a legitimidade para ser implacável com a Grécia.
4 - O primeiro ministro espanhol Mariano Rajoy, na sequência da manifestação em Madrid, definiu o "Podemos", que aparece nas sondagens de Janeiro com 28,2% contra 19,2% do PP, como "uns tristes que querem pintar uma Espanha negra".
5 - Um careca com expressão corporal de limpador de latrinas mas detentor da alcunha de "Director do FMI para Portugal", pago certamente, como todos os que se vendem, muito acima do seu valor, veio anunciar que é necessário continuar o massacre das pensões e vencimentos da função pública, fornecendo algumas dicas para contornar as decisões do Tribunal Constitucional.
Quando um governo tem uma réstea de dignidade faz como o grego: não discute politicas nacionais com mangas de alpaca, por mais internacionais que sejam.
6 - O nosso 1º coiso - que a Raquel Varela definiu perfeitamente, em alusão a Musil, como um homem sem qualidades - declarou perentóriamente que não haveria qualquer tentativa de renegociação da dívida porquanto tal originaria segundo resgate. Acreditamos, como quase toda a gente menos o 1º e seus adeptos, que renegociar uma divida se traduz na procura de condições mais favoráveis ao devedor  sem inviabilizar o cumprimento das obrigações contraídas, tal como dilatação de prazos, juros mais baixos, indexação ao crescimento etc.
O que é que isto tem a ver com novo resgate só o nosso 1º, no seu oculto conhecimento, saberá.
7 - O nosso 2º coiso, com toda a pompa que costuma emprestar às suas actuações circences, proclamou que nunca prejudicaria os interesses dos portugueses em nome de uma qualquer solidariedade com os gregos.
   com os interesses financeiros e outros donos de Portugal não hesita em solidarizar-se.
Tenho uma enorme vantagem fisiológica: Nem bêbedo vomito!