A RONDA DOS CRETINOS
1 - O governo polaco organizou em 27 de Janeiro a comemoração da
libertação de Auschwitz sem convidar Poutine. A justificação do ministro dos
negócios estrangeiros polaco foi a libertação de Auschwitz ter sido efectuada
por tropas ucranianas.
Auschwitz foi libertada pela 332ª
divisão de infantaria do exército vermelho que não tinha qualquer base étnica,
limitando-se a pertencer a um grupo de exércitos que actuou na região da Ucrânia sob uma direcção
estratégica definida e designada por 1ª Frente da Ucrânia.
Parece que os actuais dirigentes
polacos não diferem, em matéria de estupidez, dos seus antecessores de 1939,
quando, a 15 dias do inicio da 2ª Gerra Mundial, Lukasievcz - embaixador da
Polonia em França - declarava "ser a Polonia quem iria invadir a Alemanha
desde o inico das hostilidades" ou, Lipsky - embaixador na Alemanha -
garantia " que uma guerra provocaria uma revolução na Alemanha e o exército polaco entraria triunfalmente em
Berlim".
Há no entanto uma diferença
importante: os dirigentes de 1939 eram estúpidos independentes enquanto os
actuais são estúpidos por conta.
2 - O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker,
personagem de reconhecida idoneidade por, enquanto primeiro ministro do
Luxemburgo, ter dado cobertura ao registo ilegal de dados pessoais de centenas
de milhar de cidadãos por motivos politicos e também pela sua pureza de alma ao
desconhecer totalmente a transformação do seu país em bordel financeiro,
declarou em entrevista ao Figaro que "não pode existir escolha democrática
contra os tratados europeus". É óbvio que continua labrego e desconhece o nº1 do artº 50º do Tratado da
União Europeia, o qual dispõe que "Todo o Estado Membro pode decidir, de
acordo com as suas disposições constitucionais, retirar-se da União"
3 - O ministro das finanças alemão, Wolfgang Schaub possui um
trajecto semelhante ao de Passos Coelho - entrou para a juventude do CDU em
1961 e desde então nunca trabalhou fora do aparelho do partido. Em 1999 negou perante o parlamento ter aceitado dinheiro do
empresário Karlheinz Schreiber admitindo posteriormente a recepção de 100.000
marcos para o CDU.
Esta figura, merecedora de todo o
respeito e detentora de uma memória bastante deteriorada, declarou ferozmente
do alto da sua cadeira de rodas (resultado de uma tentativa de assassinio
falhada em 1990) que nada mais tinha que ser perdoado à Grécia.
Na Conferencia de Paris em 1946 a
Alemanha foi condenada a pagar à Grécia 7,1 mil milhões de dolares a titulo de
reparações de guerra. Em valores actuais, e de acordo com calculos realizados
pelo jornal económico "Les Echos", a Alemanha deverá à Grécia, como
valor global das reparações de guerra, 575 mil milhões de Euros (1,6 vezes a
divida grega). A Grecia tem, ao longo dos anos, tentado sem exito cobrar essa
divida.
Após a 1ª Guerra Mundial foram
impostas à Alemanha reparações de guerra no valor de 226.000 milhões de
marcos/ouro. Em consequência da crise de1929 foi-lhe concedida uma moratória.
Na conferência de Lausane em 1932 foi proposto um acordo sobre aquelas reparações
que o Congresso dos EUA não aprovou, pelo que a Alemanha decidiu
unilateralmente não as pagar.
Posteriormente à 2ª Guerra
Mundial, na conferência de Londres de 1953, foram perdoados à Alemanha 62% da
divida externa existente e dados 47 anos
para pagar o resto, o que na realidade nunca aconteceu.
Apesar de ter desencadeado 2
guerras mundiais, reduzido praticamente a Europa a escombros e ter passado, em
1930, por uma bancarrota que faz parecer a situação da Grécia um jogo a
feijões, a Alemanha nunca pagou qualquer divida e tem portanto toda a
legitimidade para ser implacável com a Grécia.
4 - O primeiro ministro espanhol Mariano Rajoy, na sequência da
manifestação em Madrid, definiu o "Podemos", que aparece nas
sondagens de Janeiro com 28,2% contra 19,2% do PP, como "uns tristes que
querem pintar uma Espanha negra".
5 - Um careca com expressão corporal de limpador de latrinas mas
detentor da alcunha de "Director do FMI para Portugal", pago
certamente, como todos os que se vendem, muito acima do seu valor, veio
anunciar que é necessário continuar o massacre das pensões e vencimentos da
função pública, fornecendo algumas dicas para contornar as decisões do Tribunal
Constitucional.
Quando um governo tem uma réstea
de dignidade faz como o grego: não discute politicas nacionais com mangas de
alpaca, por mais internacionais que sejam.
6 - O nosso 1º coiso - que a Raquel Varela definiu perfeitamente,
em alusão a Musil, como um homem sem qualidades - declarou perentóriamente que
não haveria qualquer tentativa de renegociação da dívida porquanto tal
originaria segundo resgate. Acreditamos, como quase toda a gente menos o 1º e
seus adeptos, que renegociar uma divida se traduz na procura de condições mais
favoráveis ao devedor sem inviabilizar o
cumprimento das obrigações contraídas, tal como dilatação de prazos, juros mais
baixos, indexação ao crescimento etc.
O que é que isto tem a ver com
novo resgate só o nosso 1º, no seu oculto conhecimento, saberá.
7 - O nosso 2º coiso, com toda a pompa que costuma emprestar às
suas actuações circences, proclamou que nunca prejudicaria os interesses dos
portugueses em nome de uma qualquer solidariedade com os gregos.
Já com
os interesses financeiros e outros donos de Portugal não hesita em
solidarizar-se.
Tenho uma enorme vantagem fisiológica: Nem bêbedo vomito!
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